domingo, 22 de fevereiro de 2015


ARTE E A PINTURA MURAL

 

 

Joelsi Silva de Souza[1]


Alba da Rosa Vieira [2]

 

 

Resumo

 

Este artigo tem a finalidade de apresentar e discutir questões referentes ao ensino da arte contemporânea pela política da pedagogia critica da arte e da cultura visual . sabe-se que os  ideais modernos na educação  propõe-se o uso das obras de arte contemporâneas ,pela potência que estes artefatos e a poética destes artistas alunos e professores têm ao aglutinarem expressões de diferentes grupos culturais ou apresentarem posicionamentos político frente a questões do cotidiano buscando o ideal na escola pública ou privada de Santa Catarina. A pesquisa apontou resultados que é necessário mudar o ambiente escolar, caracterizando a escola como um ambiente alegre e ilustrador no mundo da arte e educação.Uma mudança visual e artística agradando a população envolvendo alunos de todas idades, pais, comunidade local.

 

Palavras Chave: Pintura. Mural. Arte na Escola.

 

 

ART AND A MURAL

 

Abstract:

 

This article aims to present and discuss issues related to the teaching of contemporary art for pedagogy political critique of art and visual culture. it is known that modern ideals in education it is proposed to use the works of contemporary art, the power that these artifacts and poetic artists of these students and teachers have to coalesce expressions of different cultural groups or present political positions against everyday questions seeking the ideal in public or private school of Santa Catarina. The survey results showed that it is necessary to change the school environment, featuring the school as a cheerful atmosphere and illustrator in the art world and educação. Uma visual and artistic change pleaser population involving students of all ages, parents, local community.

 

Keywords: Mural. Painting. Art in School.

 

 

1 INTRODUÇÃO

 

Os espaços físico das escolas públicas Municipais ou Estaduais, observa-se um material imenso a disposição da arte que culmina na necessidade de segurança da escola, assim a primeira aparência é que  a escola mais parece uma prisão do  que uma escola que é lugar de alegria.

 

Uma transformação é necessário para uma nova identidade,   alavancar a intenção de  sensibilizar os alunos, marcar o território com a arte e seus objetivos de iluminar o espaço da escola com ar alegre das cores brasileira, topical,  o verde escuro da bandeira do Brasil, o amarelo ouro do sol que brilha no céu azul e inspira o romantismo deste lindo pais de liberdade constitucional, as cores diversas das etnias de diferentes raças.

 

Sabe-se através do PCN/PCE e PPP na divulgação do MEC que a arte tem função de ativar a interdisciplinaridade e resgatar as diversidades que encontramos no cotidiano escolar. O ambiente  escolar  aplicando a arte educação transmitindo ao aluno não só a arte, mas a socialização de interdisciplinaridade na contribuição da educação, aplicando o saber e o aprender

 

 

2 ARTE E PINTURA MURAL

 

A história da arte inicia-se, quando na concepção do homem que fazia arte Rupestre com a intenção de comunicação expressando um código que na região  onde vivia havia um tipo de alimento da natureza local qual desenhavam  nas paredes, muitas vezes desenha caçadores  atacando suas presas para informar os locais mais fácil de contornar a situação, como vencer a presa que era seu alimento do cotidiano.

 

O homem usava apenas a natureza para que faça sua arte sem agredira a natureza  usando  apenas objetos e meios da própria natureza, como  carvão vegetal para imprimir seus desenhos, sangue do próprio animal para pintura, gordura animal para proteger a imagem não perder sua cor, folhas  e  flores de plantas nativas, também argila do solo de varias cores o qual dissolviam em água transformando em tinta. Podemos afirmar com esta analise dá história da arte que o homem além de um artista natural, era  um pesquisador da natureza.

Arte na pré- historia foi descobertas como pinturas no teto da gruta de Altamira, na Espanha, em 1879. A descoberta foi feita por Marcelino Sanz Santuola e sua filha Maria, na época com 7 ou 8 anos, e revolucionaria a história da arte para sempre.

Pesquisadores consideram que o surgimento da evolução artística e pintura em paredes e esculturas já nas primeiras obras datam aproximadamente 30.000.00 ac. esses conjuntos de pinturas são chamados de arte rupestre, na localidade Francesa de Lascaux há um vasto material nas cavernas com pinturas nas paredes das cavernas, ilustrando o naturalismo com a pintura dos animais  a monocrômica e a policromia que se evoluem entre os anos de 15000ac a 9000 ac.

Nesse período chamado Paleolítico o homem como um caçador nômade que deslocava constantemente em busca da caça para manter a sobrevivência. Pinturas dessa época encontradas nas cavernas do norte da Espanha  e sudoeste da França  sempre aguçaram a curiosidade humana. Duas  grandes correntes de historiadores levantam teorias e com diferentes relações da finalidade das pinturas murais nas cavernas. Uma delas é que o homem fazia esse tipo de arte para registrar suas ações do cotidiano, suas caçadas, suas vitórias, seu modo de vida. A outra teoria foi representar os animais caçados e as forças que ainda não podia explicar, de modo que as pinturas passavam a servir como culto mítico. Nas imagens homem jogavam flechas, ilustrando que qual procedimento poderia assegurar uma caçada mais eficiente, que trazia um pensamento representar a imagem era domina-la, traze-la ao alcance  de todos. Outra teoria que reforça neste tema é a localização das pinturas rupestres no fundo das cavernas em locais de difícil acesso.

No Brasil estudos apontam a existência dessas pinturas rupestres de cerca de 10000 ac. No parque nacional da serra da Capivara, no Piauí. Porem, muitos desconhecem o fato de que já foram encontradas, em inúmeros sítios arqueológicos, diversas manifestações da arte rupestre, sendo que os locais mais conhecidos se encontram nos estados de Santa Catarina, Minas Gerais, Bahia, Piauí e Rio Grande do Norte.

Esse processo da arte rupestre veio trazer os primórdios da evolução humanas destacando a evolução da humanidade em processo constante de aprendizagem nos registros consecutivos das ações humanas na história do homem com a arte.

 

Ao pensarmos na atualidade muitas inquietações nos surgem. Vivemos tempos de insegurança, de perdas de valores sociais, culturais e éticos, o planeta parece estar em seu fim. Nossa conflituosa relação com o presente e com a pouca esperança de mudanças e percepção valem muitas expressões de nossa cultura. Ao olharmos as marcas que temos deixado mais uma vez temos duvida: ficarão mesmo chegarão a criar opiniões, nossa atualidade será visível logo à frente em um breve futuro? As obras de arte de nosso tempo serão lidas da mesma forma como insistimos em ler a obras italianas do século XVI?

 

A negativa não e apenas pelo equivoco constante de analises limitadas do passado, como aquelas que fazem parecer, por exemplo, que a Renascença iniciou às 14 horas do dia 23 de julho de 1500, estando presente em todo o continente e obras de arte produzida a partir daquele momento, mas pelo fato das obras em questão, renascentistas e contemporâneas, permitirem diferentes discussões, e no caso da arte atual, ser continente de discursos artísticos que as potencializam como educativas.

 

A forma como e cifrado no grupo que discute e produz arte veio se fortalecendo desde a Pré historia modernismo e contemporânea (RIVITTI, s/d) chegando aos nossos tempos fechado aos não iniciados, complicando seu acesso por professoras e professores, especialistas no ensino da arte ou não. é comum o discurso de professores que consideram a obra de arte contemporânea um mistério insondável, que não provoca a atribuição de significados. Ao que parece a formação do professor não propiciou este saber. Curiosamente esta classe profissional estaria deveria estar familiarizada as discussões, ou a algumas das informações a respeito do desenvolvimento da arte ate sua chegada ao estado atual.

 

E necessário pensarmos que nossa formação, não apenas a profissional, mas também a escolar, não nos tornou mais imaginativos em situações que exigiam mais do que a razão, o domínio cognitivo. Talvez esse seja um dos motivos da nossa postura frente a obras de arte que desafiam nossa objetividade. Mas por que isso teria ocorrido, afinal, não fomos educados para sermos criativos?

 

A escola nos propôs e nos cobrava a todo o tempo o uso da criatividade, se pensar ela parecia ser indicada ao uso, do mesmo modo que outro material expressivo no ensino da arte como a cola branca ─ Usem a criatividade! Não seria de se esperar que sujeitos criados nesse modelo se saíssem melhor frente as preposições da atualidade na arte?

 

 

A criatividade foi uma das marcas da pedagogia no século XX. Respaldada no pensamento dos pedagogos   progressistas, de Froebel a Montessori e Delacroly, em reformadores escolares e filósofos da educação,  de Rudolf Steiner a John Dewey, as propostas pedagógicas basearam seus programas na convicção da criatividade como sendo o melhor ponto de partida para a educação. A criatividade era uma regra, e o conceito de arte como expressão tornou-se forte, levando o ensina da arte, a educação artística, a enfatizar o "livre fazer". A expressão era parte do espírito criativo, que não poderia ser cortada, invadida, tolida ou contaminada. ). "uma criança e um primitivo tinham mais criatividade do que um adulto desenvolvido", apoiando-se na idéia de pureza ligada a infância ou a cultura não evoluída. A colocação de Thierry De Duve, sobre o estudante de arte ideal e o artista do futuro ideal: "ser idealizado como um infante cujas habilidades naturais de ler e escrever o          mundo visual precisava, apenas, ser corretamente monitorado” complementa a idéia (2003, p. 94).

 

Essa idéia de pureza, de um novo inicia e de progresso foram convertidas em mecanismos educativos ainda presentes no ensino da arte e na formação de professores (EFLAND, 2003), derivando disto diversas praticas que se tornaram um porto seguro de professoras e professores como o predomínio absoluto da arte voltado a elite (cultural e social) nos planejamentos pela Constancia de temas, obras e artistas europeus de séculos passados. Acrescidas da dificuldade deste professorado em articular o campo teórico e os conhecimentos específicos da linguagem relacionando-os ao universo dos estudantes. Abandonar estas pratica não e como soltar uma corda.

 

Esta forma de trabalho e segura, atracada em um mar de publicações e de temas aceitos e reconhecidos. Contrario a isto e optar por navegar em mares com rebentação como o da arte contemporânea no ensino da arte.

 

Na atualidade o campo da criação artística foi estendido ao corpo, a natureza, a cidade, a ingredientes de diferentes culturas, entre outros (ARCHER 2001, p. 61). Estas obras de harmonia dissonante, codificações duplas, micro-relatos e descontinuidade temporal ao tomarem referenciam diversas da historia (EFLAND, 2003), nos permitem analises e interpretações diversas. Podemos avançar em leituras que podem tanger ao caráter social em diversas esferas, ao contrario de obras modernas que privilegiam em seu discurso o estrato social dominante como, por exemplo, a aristocracia burguesa e a modernidade contemplada pelas escolas artísticas do final do século XIX. Imagens e artistas muito populares entre o professorado.

 

Uma das possibilidades da arte contemporânea na educação advém do choque entre diferentes culturas presentes    em algumas obras, como as do artista baiano Marepe, do paraibano Martinho Patrício, ou do carioca Jarbas Gall que tomam referencia do cotidiano e as funde com a cultura “mais instruída”, como se refere a critica de arte Lisete Lagnado (RIVITTI2006, p.35).

Neste gênero de obra a multicultural idade e parte de sua matéria e permite uma abordagem diferenciada que pode articular aspectos culturais que vão da feira ao museu. Estas obras exibem plasticamente as referencias culturais que muitas vezes são apreendidas por seus criadores em feiras populares, nas memórias individuais com os grupos sociais que assistiram e contribuíram no crescimento destes indivíduos.

 

Pela ação destes artistas estas obras e estas referenciam alcançam o sistema artístico é exposto em museus e galerias, aos públicos de outras referencias culturais. Uma obra com este teor pode articular a sociedade e a cultura em varias perspectivas. Uma das questões em pauta na produção atual das artes visuais e o chamado micro política. Trata-se de uma atitude na criação artística “focada em questões mais especificas e cotidianas, como o gênero, a fome, a impunidade, o direito a educação e a moradia, a ecologia, enfim, tudo aquilo que nos faz viver em sociedade”(KANTON, 2008, p.15).

 

Vale lembrar que a relação entre arte e política não e uma invenção deste grupo, ja fez parte do Realismo social e foram diversos os momentos no Brasil em que o engajamento a questões sociais se fez presente (AMARAL, 2003). O que pode diferenciar o presente e não tratar-se mais de um movimento que necessite de agrupamentos. Hoje o mote poético e individual. Sem filiações, agremiações, sem ideologias a não serem as suas próprias, como no caso dos trabalhos de Rosana Paulino, Monica Nador, Paze, Beth Moises entre outros.

 

 

2.1  A ABORDAGEM SOCIOCULTURAL DA ARTE CONTEMPORÂNEA COM PINTURA MURAL

 

Ao se tomar uma abordagem sociocultural da obra de arte por um viés da educação pós-moderna, a função do ensino da arte continua sendo aquela definida por Arthur Efland: a construção da realidade como sempre foi (2003, p.124), mas tendo como principal objetivo de possibilitar que estudantes entendam os mundos sociais e culturais em que vivem, uma vez que "a arte e uma forma de produção cultural destinada a criar símbolos de uma realidade comum" (EFLAND, 2003, p.125-126).

 

O ensino da arte na contemporaneidade, com base no pensamento pos moderno, propõe incluir o ensino das artes nao eruditas, pertencentes a camadas populares da sociedade, juntamente com as reflexões de poder que as legitimam, compreendendo essas expressões como também pertencentes a imensa diversidade da cultura visual. Possivelmente este seja um dos pontos em que o ensino contemporâneo mais se distancia das praticas que vinham sendo desenvolvidas no ensino de Artes Visuais.

 

Segundo Freedman, citado por Hernandez, O tema central dos debates pós-modernos, [que] giram na esfera cultural, sobretudo, pela emergência de uma cultura visual que abarca a tudo, transforma de maneira fundamental a natureza do discurso político, da interação social, da identidade cultural. A cultura visual esta em expansão do mesmo modo que as artes visuais. Este campo inclui as Belas Artes, a televisão, o cinema e o vídeo, a esfera virtual, a fotografia de moda, a Publicidade, etc. A crescente penetração de tais formas de cultura visual, e da liberdade com que estas formas cruzam os limites tradicionais, se pode apreciar na utilização das Belas Artes nos anúncios publicitários, na imagem gerada por computadores no cinema e na exposição de vídeo nos museus. (tradução do autor, 2001, p.16)

 

Essa ampliação de olhares que a cultura visual permite, e a inclusão de expressões culturais antes marginalizadas, são baseadas em uma concepção de arte que combina varias categorias do fazer artístico, inclusive, por exemplo, tradições regionais, artesanato local, arte tradicionalmente produzida por mulheres, arte popular, media etc. Todas estas formas são valorizadas igualmente enquanto parte da cultura da comunidade (BASTOS , 2005, p.229).  A autora Flavia Bastos toma como base para sua proposta de ensino da arte a filosofia educacional de Paulo Freire, assim como outros autores tem feito na atualidade, pelo fato de esta pratica educativa ter comprometimento com a liberdade e a consciência, na busca de mudanças (2005, p. 230).

 

Segundo a autora, "uma visão ampla e inclusiva do mundo considera varias formas de arte, desafiando limites convencionais, inspirando uma valorização artística mais ampla e a possibilidade de maior participação social" (p.229).

 

O ensino da arte na contemporaneidade tem como foco os sujeitos deste ensino, ideias como ensinar menos, porem com mais profundidade, associar o que se estuda com o mundo real do estudante, traçando um caminho para o que seria o estudo aplicado hoje no século XXI dependendo do docente escolar  e o projeto pedagógico da escola dando ênfase ao matéria.

 

Em seu trabalho, fundamentado nos teóricos da Pós-Modernidade e da Cultura Visual, Teresinha Franz demonstra a necessidade de educar para a compreensão critica da arte. O texto da autora e apresentado por Fernando Hernandez (2000) dizendo que, um ensino para a compreensão pode permitir aos estudantes "situar-se diante do mundo e das maneiras de olhar para ele a partir de uma atitude de compreensão critica". Para este autor, se educa para a compreensão da arte fazendo perguntas que problematizem a percepção da realidade, seguindo a indagar ao objeto da arte em questão, levando a reflexão (apud FRANZ, 2003, p.13).

 

Nesta pratica são apresentadas diversas perspectivas sobre o objeto, percebe-se que são muitos os fatores que determinaram sua instauração e que ele, distanciado do contexto sociocultural em que foi gerado, perde significações.

 

O objeto artístico, nesta concepção de ensino, deixa de ser apenas contemplado ou apreciado, pois e preciso, sim, ser investigado em um processo de analise critica, camada por camada das muitas que possui.

 

A professora ou o professor passa a ser um pesquisador, realizando uma analise que, como diz Chanda (apud Barbosa , 2005, p.71), "propõe mais que so uma explicação da estrutura de uma imagem, examina a relação entre a analise formal de um objeto artístico e a estrutura de outros fenômenos culturais"

 

A autora sugere ainda um ensino com estas características: elaboração de imagens como forma de resposta a imagens existentes, exploração do papel de construtor de concepções do sujeito do olhar e sua realidade, e distinção do papel das diferenças culturais e sociais na hora de construir maneiras de ver, de elaborar interpretações. A produção da arte contemporânea serve perfeitamente a esta idéia e aqui cabe fazer uma ressalva ao sentido deste servir, que não se trata de usá-la como mero recurso didático.

 

A Arte não é servil, agente mediador na construção de conhecimento critico sobre a arte e a sociedade. Esta produção tange as imagens e os fenômenos sociais desta ou daquela cultura, bem como a discussão da realidade, da percepção ingênua sobre os fatos que abatem a comunidade, a investigação a respeito de tais problemas e a mediação de preconceitos para se chegar a conceitos.

 

Esta complexidade não diz respeito unicamente ao caráter formal das obras, mas principalmente a autonomia de leitura e interpretações que não estejam predeterminadas por um programa ideológico nelas oculto.

Para que isso ocorra, as reflexões de Paulo Freire (2004) muito contribuem, pois apontam a necessidade do educador ser comprometido socialmente, ter autonomia. A pratica pós-moderna e libertaria, mas depende antes da libertação do educador, que precisa entendesse dominado pelas ideias que lhe inculcaram, assim como entender a obra de arte como produto da cultura em que veio ao mundo, com relação de poder e dominação a ser desvelada.

 

 Requer que este educador aprenda a ver a realidade por outra perspectiva, talvez a  partir dos Estudos Culturais, tomando a obra de arte como objeto da Cultura Visual, e o artista não mais como o mito.

 

Requer ainda a busca de um enfoque social do campo de estudos, o desenvolvimento de ideias, a visualização e a reflexão criticas (FREEDMAN apud HERNANDEZ, 2001). A distância entre os campos artístico e educacional coloca os indivíduos em uma situação a margem da produção artística, envolvidos unicamente com o funcionamento do mundo escolar. Uma realidade da qual não tem culpa.

 

 Do outro lado esta a comunidade artística que raramente se envolve em problemas de cunho social, ─ afinal artistas que apresentam em sua poética o embate com o social não necessariamente o transformam em ações praticas de campo ─ e pouco compreende da educação e dos dilemas da profissão docente em arte, esperando da professora, do professor ou da escola, uma pratica que abandone a tradição, a corda que os segura, e se atualizem absorvendo a produção atual.

 

 

3. CONSIDERAÇOES FINAIS

 

Este imenso vazio que separa os campos e uma metáfora construída de teorias das ciências sociais, no entanto as ações destes atores são condicionadas por neles atuarem e pela distancia que cada qual mantém do campo do outro, professoras e professores no campo educacional atuando pela arte, e no outro extremo os artistas.

 

 Não bastaria que o professorado visitasse exposições da arte contemporânea. O hermético discurso de muitas das produções requer a mediação que permita a apropriação daquilo que e invisível ao olhar ingênuo. 

 

  A articulação deste campo é necessária, diversos materiais educativos surgiram no esforço para permitir que este obstáculo entre a arte e a escola seja transposto. Necessária ainda uma política que equipare a produção cultural ao consumo destes bens para que o professorado possa estabelecer conexões e permitir experiências artísticas com seus educando a partir da arte contemporânea, mediando os campos e a absorção das reflexões sociais que tais obras revelam. Uma educação de qualidade na arte para que possamos ter pessoas melhores para que tenhamos um mundo melhor e humanitário.

 

Visto que, os Parâmetros Curriculares Nacionais representam um primeiro nível de concretização curricular, é importante salientar que cabe às equipes técnicas e aos educadores ao elaborarem seus currículos e projetos educativos, adaptar, priorizar e acrescentar conteúdos, segundo sua realidade particular tanto no que se refere às conjunturas sociais especificas quanto ao nível de desenvolvimento dos alunos.

 

As condições básicas para o desenvolvimento do tema transversal da Pluralidade Cultural são:

·      Criar na escola um ambiente de dialogo cultural, baseado no respeito mutuo;

 

·      Perceber cada cultura na sua totalidade: os fatos e as instituições sociais só ganham sentido quando percebidos no contexto social em que foram produzidos:

 

·      Uso de materiais e fontes de informação diversificadas: fontes vivas, livros, revistas, jornais, fotos, objetos;

 

·      Para não se prender a visões estereotipadas e superar a falta ou limitação do livro didático.

 

 Para alcançar os objetivos colocados é essencial que o trabalho didático das áreas contemple a perspectiva da pluralidade:

 

  • Que se incluam como conteúdos as contribuições das diferentes culturas. Embora mais evidentemente ligados a História e Geografia, esses conteúdos referem-se também a Ciências Naturais (etno conhecimento), Língua Portuguesa (expressões Regionais), Arte e Educação Física (expressões culturais). Trata-se de conteúdos que possibilitam o enriquecimento da percepção do mundo, bem como aprimoramento do espírito critico perante situações vividas e informações recebidas, no que se refere a temática;

 

  • Que se organizem projetos didáticos em torno de questões especifica, eleitas a partir da priorização de conteúdos considerados fundamentais;

 

  • Que se questione a ausência, nos trabalhos escolares, da imagem de determinados grupos sociais côo cidadãos _ sem reproduzir estereotipo e descriminações.

 

  • Que a equipe pedagógica discuta permanentemente suas relações  e analise suas práticas na busca de superar preconceitos e discriminação, pois as atitudes dos adultos são o veiculo mais importante para a aprendizagem da convivência.

 

  • Dar ênfase neste processo educativo da arte sempre a interdisciplinaridade, é de suma necessidade este item na aprendizagem e evolução educacional nos projetos desenvolvidos em nosso país. 

 

Assim afirmo que este artigo enfatiza uma educação com qualidade depende do conjunto dos saberes e pesquisas institucionais elaboradas por cada educador, propositor que instiga o educando as necessidades básicas da educação, educar é uma alegria constante como uma semente que plantada brotando na terra. Esta é a educação e arte que merecemos prazerosas, calorosas e com esplendor. 

 

 

REFERÊNCIAS

 

AMARAL, Aracy. Arte para quê? A preocupação social na arte brasileira 1930-1970: subsídios para uma história da arte no Brasil. São Paulo: Studio Nobel, 2003.

 

ARCHER, Michael. Arte contemporânea: uma história concisa. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

 

BARBOSA, Ana Mãe (Org.). Arte/educação contemporânea. Consonancias internacionais. São Paulo: Cortez, 2005.

 

BASTOS, Flavia M. O per turbamento do familiar: Uma proposta teórica para a Arte/Educacao baseada na comunidade. In: BARBOSA, Ana Mãe (Org.). Arte/educação contemporânea. Consonâncias internacionais. São Paulo: Cortez, 2005.

 

DUVE, Thierry. Quando a forma se transformou em atitude – e alem. In: Ferreira, Gloria, VENANCIO, Paulo F. (org. ). Arte & Ensaios n. 10. Rio de Janeiro, Programa de Pos Graduação em Artes Visuais. Escola de Belas Artes, UFRJ, 2003.

 

EFLAND, D. Arthur; FREEDMAN, Kerry Freedman, STUHR, Patricia. La educación en El arte posmoderno. Barcelona: Paidos, 2003.

FRANZ, Teresinha. Educação para uma compreensão crítica da arte. Florianopolis: Letras Contemporaneas, 2003.

 

FRANZ, Teresinha. Victor Meirelles e a Construcao do Imperio Brasileiro. In: Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina. Florianopolis: IHGSC, n.22, p.33-50, 2003a.

 

FREEDMAN, Kerry. Perspectivas sociales de la educación en arte: un nuevo marco para

redefinir una asignatura del plan de estudios. Northern Illinois University, texto impresso.

 

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. Sao Paulo: Paz e Terra, 2004.

 

HERNANDEZ, Fernando. Cultura visual e mudança educativa e projeto de trabalho. Porto

Alegre: Artmed, 2000. Ir alem da visão e da satisfação: a educação para a compreensão critica da cultura visual. In: FRANZ, Teresinha. Educação para uma compreensão crítica da arte. Florianópolis: Letras Contemporâneas, 2003.

 

KANTON, Katia. Temas da Arte Contemporânea. SP: Martins Fontes, 2008.

 

RIVITTI, Thais. Fronteiras da Bienal. Entrevista com Lisete Lagnado. Revista Raiz, n. 6, Popular X Erudito, 2006, p.32-35.__.

 

HONORIO. Cintia Maria Base Editora LTDA 2009.pg 16,17,18 Metodologia do Ensino Fundamental Curitiba.Arte educação  site WWW.baseeditora.com.br



[1] Acadêmico: Licenciado em Educação artística,Artes Plásticas e Desenhos e-mai: joarte63@yahoo.co.br  
[2] Orientadora:  Mestre em Ciências da Linguagem. e-mail: albarosavi@yahoo.com.br 

3 comentários:

  1. Facebook Joelsi Silva de Souza acompanhamento de produção fazer fruir arte e contextualizar

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  2. Participar do processo educação é viver duas vezes, fazer e ensinar a fazer. teorizar a prática e sair do emparedamento com a arte educação.

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  3. Saber fazer faz a diferença de aprender e ensinar ensinando.

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