ARTE
E A PINTURA MURAL
Joelsi Silva de Souza[1]
Alba da Rosa
Vieira [2]
Resumo
Este artigo tem a finalidade de apresentar e discutir questões
referentes ao ensino da arte contemporânea pela política da pedagogia critica
da arte e da cultura visual . sabe-se que os
ideais modernos na educação
propõe-se o uso das obras de arte contemporâneas ,pela potência que
estes artefatos e a poética destes artistas alunos e professores têm ao
aglutinarem expressões de diferentes grupos culturais ou apresentarem posicionamentos
político frente a questões do cotidiano buscando o ideal na escola pública ou
privada de Santa Catarina. A pesquisa apontou resultados que é necessário mudar
o ambiente escolar, caracterizando a escola como um ambiente alegre e
ilustrador no mundo da arte e educação.Uma mudança visual e artística agradando
a população envolvendo alunos de todas idades, pais, comunidade local.
Palavras Chave: Pintura. Mural. Arte na Escola.
ART AND A MURAL
Abstract:
This article aims to present
and discuss issues related to the teaching of contemporary art for pedagogy
political critique of art and visual culture. it is known that modern ideals in
education it is proposed to use the works of contemporary art, the power that
these artifacts and poetic artists of these students and teachers have to
coalesce expressions of different cultural groups or present political
positions against everyday questions seeking the ideal in public or private
school of Santa Catarina. The survey results showed that it is necessary to
change the school environment, featuring the school as a cheerful atmosphere
and illustrator in the art world and educação. Uma visual and artistic change
pleaser population involving students of all ages, parents, local community.
Keywords: Mural. Painting. Art in School.
1 INTRODUÇÃO
Os espaços físico das escolas públicas
Municipais ou Estaduais, observa-se um material imenso a disposição da arte que
culmina na necessidade de segurança da escola, assim a primeira aparência é
que a escola mais parece uma prisão
do que uma escola que é lugar de
alegria.
Uma transformação é necessário para uma
nova identidade, alavancar a intenção
de sensibilizar os alunos, marcar o
território com a arte e seus objetivos de iluminar o espaço da escola com ar
alegre das cores brasileira, topical, o
verde escuro da bandeira do Brasil, o amarelo ouro do sol que brilha no céu
azul e inspira o romantismo deste lindo pais de liberdade constitucional, as
cores diversas das etnias de diferentes raças.
Sabe-se através do PCN/PCE e PPP na
divulgação do MEC que a arte tem função de ativar a interdisciplinaridade e
resgatar as diversidades que encontramos no cotidiano escolar. O ambiente escolar aplicando a arte educação transmitindo ao
aluno não só a arte, mas a socialização de interdisciplinaridade na
contribuição da educação, aplicando o saber e o aprender
2
ARTE E PINTURA MURAL
A história da arte inicia-se, quando na
concepção do homem que fazia arte Rupestre com a intenção de comunicação
expressando um código que na região onde
vivia havia um tipo de alimento da natureza local qual desenhavam nas paredes, muitas vezes desenha
caçadores atacando suas presas para
informar os locais mais fácil de contornar a situação, como vencer a presa que
era seu alimento do cotidiano.
O homem usava apenas a natureza para que
faça sua arte sem agredira a natureza
usando apenas objetos e meios da
própria natureza, como carvão vegetal
para imprimir seus desenhos, sangue do próprio animal para pintura, gordura
animal para proteger a imagem não perder sua cor, folhas e
flores de plantas nativas, também argila do solo de varias cores o qual
dissolviam em água transformando em tinta. Podemos afirmar com esta analise dá
história da arte que o homem além de um artista natural, era um pesquisador da natureza.
Arte na pré-
historia foi descobertas como pinturas no teto da gruta de Altamira, na
Espanha, em 1879. A descoberta foi feita por Marcelino Sanz Santuola e sua
filha Maria, na época com 7 ou 8 anos, e revolucionaria a história da arte para
sempre.
Pesquisadores consideram que o
surgimento da evolução artística e pintura em paredes e esculturas já nas
primeiras obras datam aproximadamente 30.000.00 ac. esses conjuntos de pinturas
são chamados de arte rupestre, na localidade Francesa de Lascaux há um vasto
material nas cavernas com pinturas nas paredes das cavernas, ilustrando o
naturalismo com a pintura dos animais a
monocrômica e a policromia que se evoluem entre os anos de 15000ac a 9000 ac.
Nesse período chamado Paleolítico o
homem como um caçador nômade que deslocava constantemente em busca da caça para
manter a sobrevivência. Pinturas dessa época encontradas nas cavernas do norte
da Espanha e sudoeste da França sempre aguçaram a curiosidade humana.
Duas grandes correntes de historiadores
levantam teorias e com diferentes relações da finalidade das pinturas murais nas cavernas. Uma delas é que o
homem fazia esse tipo de arte para registrar suas ações do cotidiano, suas
caçadas, suas vitórias, seu modo de vida. A outra teoria foi representar os
animais caçados e as forças que ainda não podia explicar, de modo que as
pinturas passavam a servir como culto mítico. Nas imagens homem jogavam
flechas, ilustrando que qual procedimento poderia assegurar uma caçada mais
eficiente, que trazia um pensamento representar a imagem era domina-la,
traze-la ao alcance de todos. Outra
teoria que reforça neste tema é a localização das pinturas rupestres no fundo
das cavernas em locais de difícil acesso.
No Brasil estudos apontam a existência
dessas pinturas rupestres de cerca de 10000 ac. No parque nacional da serra da
Capivara, no Piauí. Porem, muitos desconhecem o fato de que já foram
encontradas, em inúmeros sítios arqueológicos, diversas manifestações da arte
rupestre, sendo que os locais mais conhecidos se encontram nos estados de Santa
Catarina, Minas Gerais, Bahia, Piauí e Rio Grande do Norte.
Esse processo da arte rupestre veio
trazer os primórdios da evolução humanas destacando a evolução da humanidade em
processo constante de aprendizagem nos registros consecutivos das ações humanas
na história do homem com a arte.
Ao
pensarmos na atualidade muitas inquietações nos surgem. Vivemos tempos de
insegurança, de perdas de valores sociais, culturais e éticos, o planeta parece
estar em seu fim. Nossa conflituosa relação com o presente e com a pouca
esperança de mudanças e percepção valem muitas expressões de nossa cultura. Ao
olharmos as marcas que temos deixado mais uma vez temos duvida: ficarão mesmo
chegarão a criar opiniões, nossa atualidade será visível logo à frente em um
breve futuro? As obras de arte de nosso tempo serão lidas da mesma forma como
insistimos em ler a obras italianas do século XVI?
A
negativa não e apenas pelo equivoco constante de analises limitadas do passado,
como aquelas que fazem parecer, por exemplo, que a Renascença iniciou às 14
horas do dia 23 de julho de 1500, estando presente em todo o continente e obras
de arte produzida a partir daquele momento, mas pelo fato das obras em questão,
renascentistas e contemporâneas, permitirem diferentes discussões, e no caso da
arte atual, ser continente de discursos artísticos que as potencializam como
educativas.
A
forma como e cifrado no grupo que discute e produz arte veio se fortalecendo
desde a Pré historia modernismo e contemporânea (RIVITTI, s/d) chegando aos
nossos tempos fechado aos não iniciados, complicando seu acesso por professoras
e professores, especialistas no ensino da arte ou não. é comum o discurso de
professores que consideram a obra de arte contemporânea um mistério insondável,
que não provoca a atribuição de significados. Ao que parece a formação do
professor não propiciou este saber. Curiosamente esta classe profissional
estaria deveria estar familiarizada as discussões, ou a algumas das informações
a respeito do desenvolvimento da arte ate sua chegada ao estado atual.
E necessário pensarmos que nossa
formação, não apenas a profissional, mas também a escolar, não nos tornou mais
imaginativos em situações que exigiam mais do que a razão, o domínio cognitivo.
Talvez esse seja um dos motivos da nossa postura frente a obras de arte que
desafiam nossa objetividade. Mas por que isso teria ocorrido, afinal, não fomos
educados para sermos criativos?
A escola nos propôs e nos cobrava a todo
o tempo o uso da criatividade, se pensar ela parecia ser indicada ao uso, do
mesmo modo que outro material expressivo no ensino da arte como a cola branca ─
Usem a criatividade! Não seria de se esperar que sujeitos criados nesse modelo
se saíssem melhor frente as preposições da atualidade na arte?
A
criatividade foi uma das marcas da pedagogia no século XX. Respaldada no
pensamento dos pedagogos progressistas,
de Froebel a Montessori e Delacroly, em reformadores escolares e filósofos da
educação, de Rudolf Steiner a John
Dewey, as propostas pedagógicas basearam seus programas na convicção da
criatividade como sendo o melhor ponto de partida para a educação. A
criatividade era uma regra, e o conceito de arte como expressão tornou-se
forte, levando o ensina da arte, a educação artística, a enfatizar o
"livre fazer". A expressão era parte do espírito criativo, que não
poderia ser cortada, invadida, tolida ou contaminada. ). "uma criança e um
primitivo tinham mais criatividade do que um adulto desenvolvido",
apoiando-se na idéia de pureza ligada a infância ou a cultura não evoluída. A
colocação de Thierry De Duve, sobre o estudante de arte ideal e o artista do
futuro ideal: "ser idealizado como um infante cujas habilidades naturais
de ler e escrever o mundo visual
precisava, apenas, ser corretamente monitorado” complementa a idéia (2003, p. 94).
Essa idéia de pureza, de um novo inicia
e de progresso foram convertidas em mecanismos educativos ainda presentes no
ensino da arte e na formação de professores (EFLAND, 2003), derivando disto
diversas praticas que se tornaram um porto seguro de professoras e professores
como o predomínio absoluto da arte voltado a elite (cultural e social) nos
planejamentos pela Constancia de temas, obras e artistas europeus de séculos
passados. Acrescidas da dificuldade deste professorado em articular o campo
teórico e os conhecimentos específicos da linguagem relacionando-os ao universo
dos estudantes. Abandonar estas pratica não e como soltar uma corda.
Esta forma de trabalho e segura,
atracada em um mar de publicações e de temas aceitos e reconhecidos. Contrario
a isto e optar por navegar em mares com rebentação como o da arte contemporânea
no ensino da arte.
Na atualidade o campo da criação
artística foi estendido ao corpo, a natureza, a cidade, a ingredientes de
diferentes culturas, entre outros (ARCHER 2001, p. 61). Estas obras de harmonia
dissonante, codificações duplas, micro-relatos e descontinuidade temporal ao
tomarem referenciam diversas da historia (EFLAND, 2003), nos permitem analises
e interpretações diversas. Podemos avançar em leituras que podem tanger ao
caráter social em diversas esferas, ao contrario de obras modernas que
privilegiam em seu discurso o estrato social dominante como, por exemplo, a
aristocracia burguesa e a modernidade contemplada pelas escolas artísticas do
final do século XIX. Imagens e artistas muito populares entre o professorado.
Uma
das possibilidades da arte contemporânea na educação advém do choque entre
diferentes culturas presentes em
algumas obras, como as do artista baiano Marepe, do paraibano Martinho
Patrício, ou do carioca Jarbas Gall que tomam referencia do cotidiano e as
funde com a cultura “mais instruída”, como se refere a critica de arte Lisete
Lagnado (RIVITTI2006, p.35).
Neste gênero de obra a multicultural
idade e parte de sua matéria e permite uma abordagem diferenciada que pode
articular aspectos culturais que vão da feira ao museu. Estas obras exibem
plasticamente as referencias culturais que muitas vezes são apreendidas por
seus criadores em feiras populares, nas memórias individuais com os grupos
sociais que assistiram e contribuíram no crescimento destes indivíduos.
Pela ação destes artistas estas obras e
estas referenciam alcançam o sistema artístico é exposto em museus e galerias,
aos públicos de outras referencias culturais. Uma obra com este teor pode
articular a sociedade e a cultura em varias perspectivas. Uma das questões em
pauta na produção atual das artes visuais e o chamado micro política. Trata-se
de uma atitude na criação artística “focada em questões mais especificas e
cotidianas, como o gênero, a fome, a impunidade, o direito a educação e a
moradia, a ecologia, enfim, tudo aquilo que nos faz viver em sociedade”(KANTON,
2008, p.15).
Vale lembrar que a relação entre arte e
política não e uma invenção deste grupo, ja fez parte do Realismo social e
foram diversos os momentos no Brasil em que o engajamento a questões sociais se
fez presente (AMARAL, 2003). O que pode diferenciar o presente e não tratar-se
mais de um movimento que necessite de agrupamentos. Hoje o mote poético e
individual. Sem filiações, agremiações, sem ideologias a não serem as suas
próprias, como no caso dos trabalhos de Rosana Paulino, Monica Nador, Paze,
Beth Moises entre outros.
2.1 A ABORDAGEM SOCIOCULTURAL DA ARTE CONTEMPORÂNEA COM PINTURA MURAL
Ao se tomar uma abordagem sociocultural
da obra de arte por um viés da educação pós-moderna, a função do ensino da arte
continua sendo aquela definida por Arthur Efland: a construção da realidade
como sempre foi (2003, p.124), mas tendo como principal objetivo de
possibilitar que estudantes entendam os mundos sociais e culturais em que
vivem, uma vez que "a arte e uma forma de produção cultural destinada a
criar símbolos de uma realidade comum" (EFLAND, 2003, p.125-126).
O ensino da arte na contemporaneidade,
com base no pensamento pos moderno, propõe incluir o ensino das artes nao
eruditas, pertencentes a camadas populares da sociedade, juntamente com as
reflexões de poder que as legitimam, compreendendo essas expressões como também
pertencentes a imensa diversidade da cultura visual. Possivelmente este seja um
dos pontos em que o ensino contemporâneo mais se distancia das praticas que
vinham sendo desenvolvidas no ensino de Artes Visuais.
Segundo Freedman, citado por Hernandez,
O tema central dos debates pós-modernos, [que] giram na esfera cultural,
sobretudo, pela emergência de uma cultura visual que abarca a tudo, transforma
de maneira fundamental a natureza do discurso político, da interação social, da
identidade cultural. A cultura visual esta em expansão do mesmo modo que as
artes visuais. Este campo inclui as Belas Artes, a televisão, o cinema e o
vídeo, a esfera virtual, a fotografia de moda, a Publicidade, etc. A crescente
penetração de tais formas de cultura visual, e da liberdade com que estas
formas cruzam os limites tradicionais, se pode apreciar na utilização das Belas
Artes nos anúncios publicitários, na imagem gerada por computadores no cinema e
na exposição de vídeo nos museus. (tradução do autor, 2001, p.16)
Essa ampliação de olhares que a cultura
visual permite, e a inclusão de expressões culturais antes marginalizadas, são
baseadas em uma concepção de arte que combina varias categorias do fazer
artístico, inclusive, por exemplo, tradições regionais, artesanato local, arte
tradicionalmente produzida por mulheres, arte popular, media etc. Todas estas
formas são valorizadas igualmente enquanto parte da cultura da comunidade
(BASTOS , 2005, p.229). A autora Flavia
Bastos toma como base para sua proposta de ensino da arte a filosofia
educacional de Paulo Freire, assim como outros autores tem feito na atualidade,
pelo fato de esta pratica educativa ter comprometimento com a liberdade e a
consciência, na busca de mudanças (2005, p. 230).
Segundo a autora, "uma visão ampla
e inclusiva do mundo considera varias formas de arte, desafiando limites
convencionais, inspirando uma valorização artística mais ampla e a
possibilidade de maior participação social" (p.229).
O ensino da arte na contemporaneidade
tem como foco os sujeitos deste ensino, ideias como ensinar menos, porem com
mais profundidade, associar o que se estuda com o mundo real do estudante,
traçando um caminho para o que seria o estudo aplicado hoje no século XXI
dependendo do docente escolar e o
projeto pedagógico da escola dando ênfase ao matéria.
Em seu trabalho, fundamentado nos teóricos da Pós-Modernidade e da
Cultura Visual, Teresinha Franz demonstra a necessidade de educar para a
compreensão critica da arte. O texto da autora e apresentado por Fernando
Hernandez (2000) dizendo que, um ensino para a compreensão pode permitir aos
estudantes "situar-se diante do mundo e das maneiras de olhar para ele a
partir de uma atitude de compreensão critica". Para este autor, se educa
para a compreensão da arte fazendo perguntas que problematizem a percepção da
realidade, seguindo a indagar ao objeto da arte em questão, levando a reflexão
(apud FRANZ, 2003, p.13).
Nesta pratica são apresentadas diversas
perspectivas sobre o objeto, percebe-se que são muitos os fatores que
determinaram sua instauração e que ele, distanciado do contexto sociocultural
em que foi gerado, perde significações.
O objeto artístico, nesta concepção de
ensino, deixa de ser apenas contemplado ou apreciado, pois e preciso, sim, ser
investigado em um processo de analise critica, camada por camada das muitas que
possui.
A professora ou o professor passa a ser um pesquisador, realizando
uma analise que, como diz Chanda (apud Barbosa , 2005, p.71), "propõe mais que so uma
explicação da estrutura de uma imagem, examina a relação entre a analise formal
de um objeto artístico e a estrutura de outros fenômenos culturais"
A autora sugere ainda um ensino com
estas características: elaboração de imagens como forma de resposta a imagens
existentes, exploração do papel de construtor de concepções do sujeito do olhar
e sua realidade, e distinção do papel das diferenças culturais e sociais na
hora de construir maneiras de ver, de elaborar interpretações. A produção da
arte contemporânea serve perfeitamente a esta idéia e aqui cabe fazer uma
ressalva ao sentido deste servir, que não se trata de usá-la como mero recurso
didático.
A Arte não é servil, agente mediador na
construção de conhecimento critico sobre a arte e a sociedade. Esta produção
tange as imagens e os fenômenos sociais desta ou daquela cultura, bem como a
discussão da realidade, da percepção ingênua sobre os fatos que abatem a
comunidade, a investigação a respeito de tais problemas e a mediação de
preconceitos para se chegar a conceitos.
Esta complexidade não diz respeito
unicamente ao caráter formal das obras, mas principalmente a autonomia de
leitura e interpretações que não estejam predeterminadas por um programa
ideológico nelas oculto.
Para que isso ocorra, as reflexões de
Paulo Freire (2004) muito contribuem, pois apontam a necessidade do educador ser
comprometido socialmente, ter autonomia. A pratica pós-moderna e libertaria,
mas depende antes da libertação do educador, que precisa entendesse dominado
pelas ideias que lhe inculcaram, assim como entender a obra de arte como
produto da cultura em que veio ao mundo, com relação de poder e dominação a ser
desvelada.
Requer que este educador aprenda a ver a
realidade por outra perspectiva, talvez a
partir dos Estudos Culturais, tomando a obra de arte como objeto da
Cultura Visual, e o artista não mais como o mito.
Requer ainda a busca de um enfoque
social do campo de estudos, o desenvolvimento de ideias, a visualização e a
reflexão criticas (FREEDMAN apud HERNANDEZ,
2001). A distância entre os campos artístico e educacional coloca os indivíduos
em uma situação a margem da produção artística, envolvidos unicamente com o
funcionamento do mundo escolar. Uma realidade da qual não tem culpa.
Do outro lado esta a comunidade artística que
raramente se envolve em problemas de cunho social, ─ afinal artistas que
apresentam em sua poética o embate com o social não necessariamente o
transformam em ações praticas de campo ─ e pouco compreende da educação e dos
dilemas da profissão docente em arte, esperando da professora, do professor ou
da escola, uma pratica que abandone a tradição, a corda que os segura, e se
atualizem absorvendo a produção atual.
3.
CONSIDERAÇOES FINAIS
Este imenso vazio que separa os campos e
uma metáfora construída de teorias das ciências sociais, no entanto as ações
destes atores são condicionadas por neles atuarem e pela distancia que cada
qual mantém do campo do outro, professoras e professores no campo educacional
atuando pela arte, e no outro extremo os artistas.
Não bastaria que o professorado visitasse
exposições da arte contemporânea. O hermético discurso de muitas das produções
requer a mediação que permita a apropriação daquilo que e invisível ao olhar
ingênuo.
A articulação deste campo é necessária, diversos materiais educativos
surgiram no esforço para permitir que este obstáculo entre a arte e a escola
seja transposto. Necessária ainda uma política que equipare a produção cultural
ao consumo destes bens para que o professorado possa estabelecer conexões e
permitir experiências artísticas com seus educando a partir da arte
contemporânea, mediando os campos e a absorção das reflexões sociais que tais
obras revelam. Uma educação de qualidade na arte para que possamos ter pessoas
melhores para que tenhamos um mundo melhor e humanitário.
Visto que, os Parâmetros Curriculares
Nacionais representam um primeiro nível de concretização curricular, é
importante salientar que cabe às equipes técnicas e aos educadores ao
elaborarem seus currículos e projetos educativos, adaptar, priorizar e
acrescentar conteúdos, segundo sua realidade particular tanto no que se refere
às conjunturas sociais especificas quanto ao nível de desenvolvimento dos
alunos.
As condições básicas para o
desenvolvimento do tema transversal da Pluralidade Cultural são:
· Criar na escola um ambiente de dialogo cultural, baseado no
respeito mutuo;
· Perceber cada cultura na sua totalidade: os fatos e as
instituições sociais só ganham sentido quando percebidos no contexto social em
que foram produzidos:
· Uso de materiais e fontes de informação diversificadas: fontes vivas,
livros, revistas, jornais, fotos, objetos;
· Para não se prender a visões estereotipadas e superar a falta ou
limitação do livro didático.
Para alcançar os objetivos colocados é
essencial que o trabalho didático das áreas contemple a perspectiva da
pluralidade:
- Que se incluam como conteúdos as
contribuições das diferentes culturas. Embora mais evidentemente ligados a
História e Geografia, esses conteúdos referem-se também a Ciências
Naturais (etno conhecimento), Língua Portuguesa (expressões Regionais),
Arte e Educação Física (expressões culturais). Trata-se de conteúdos que
possibilitam o enriquecimento da percepção do mundo, bem como aprimoramento
do espírito critico perante situações vividas e informações recebidas, no
que se refere a temática;
- Que se organizem projetos didáticos
em torno de questões especifica, eleitas a partir da priorização de
conteúdos considerados fundamentais;
- Que se questione a ausência, nos
trabalhos escolares, da imagem de determinados grupos sociais côo cidadãos
_ sem reproduzir estereotipo e descriminações.
- Que a equipe pedagógica discuta
permanentemente suas relações e
analise suas práticas na busca de superar preconceitos e discriminação,
pois as atitudes dos adultos são o veiculo mais importante para a
aprendizagem da convivência.
- Dar ênfase neste processo educativo
da arte sempre a interdisciplinaridade, é de suma necessidade este item na
aprendizagem e evolução educacional nos projetos desenvolvidos em nosso
país.
Assim afirmo que este artigo enfatiza
uma educação com qualidade depende do conjunto dos saberes e pesquisas
institucionais elaboradas por cada educador, propositor que instiga o educando
as necessidades básicas da educação, educar é uma alegria constante como uma
semente que plantada brotando na terra. Esta é a educação e arte que merecemos
prazerosas, calorosas e com esplendor.
REFERÊNCIAS
AMARAL, Aracy. Arte para quê? A
preocupação social na arte brasileira 1930-1970: subsídios para uma história da
arte no Brasil. São Paulo: Studio Nobel, 2003.
ARCHER, Michael. Arte
contemporânea: uma história concisa. São
Paulo: Martins Fontes, 2001.
BARBOSA, Ana Mãe (Org.). Arte/educação
contemporânea. Consonancias internacionais. São
Paulo: Cortez, 2005.
BASTOS, Flavia M. O per turbamento do familiar: Uma proposta
teórica para a Arte/Educacao baseada na comunidade. In: BARBOSA, Ana Mãe
(Org.). Arte/educação contemporânea. Consonâncias internacionais. São Paulo: Cortez, 2005.
DUVE, Thierry. Quando a forma se transformou em atitude – e
alem. In: Ferreira, Gloria, VENANCIO, Paulo F. (org. ). Arte & Ensaios n. 10. Rio
de Janeiro, Programa de Pos Graduação em Artes Visuais. Escola de Belas
Artes, UFRJ, 2003.
EFLAND, D.
Arthur; FREEDMAN, Kerry Freedman, STUHR, Patricia. La educación en El arte posmoderno.
Barcelona: Paidos, 2003.
FRANZ, Teresinha. Educação para
uma compreensão crítica da arte.
Florianopolis: Letras Contemporaneas, 2003.
FRANZ, Teresinha. Victor Meirelles e a Construcao do Imperio
Brasileiro. In: Revista do Instituto Histórico e Geográfico de
Santa Catarina. Florianopolis: IHGSC, n.22, p.33-50,
2003a.
FREEDMAN, Kerry. Perspectivas
sociales de la educación en arte: un nuevo marco para
redefinir una asignatura del plan de estudios. Northern Illinois University, texto
impresso.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. Sao Paulo: Paz e Terra, 2004.
HERNANDEZ, Fernando. Cultura
visual e mudança educativa e projeto de trabalho. Porto
Alegre: Artmed, 2000. Ir alem da visão e da satisfação: a
educação para a compreensão critica da cultura visual. In: FRANZ, Teresinha. Educação para uma compreensão crítica da arte. Florianópolis: Letras Contemporâneas, 2003.
KANTON, Katia. Temas da Arte
Contemporânea. SP: Martins Fontes, 2008.
RIVITTI, Thais. Fronteiras da Bienal. Entrevista com Lisete
Lagnado. Revista Raiz, n.
6, Popular X Erudito, 2006, p.32-35.__.
HONORIO. Cintia Maria Base Editora LTDA 2009.pg 16,17,18 Metodologia
do Ensino Fundamental Curitiba.Arte educação
site WWW.baseeditora.com.br
[1]
Acadêmico: Licenciado em Educação artística,Artes Plásticas e Desenhos e-mai: joarte63@yahoo.co.br

Nenhum comentário:
Postar um comentário